Capítulo 21
ÉTICA? O MAPA DOS MAPAS
Fernando Jose de Almeida, PUCSP e TV Cultura São Paulo
Resumo
Neste capítulo, o autor discute sobre o mapeamento dentro de uma perspectiva do significado máximo do conhecimento deles oriundo: a ética. A ética é concebida como princípio norteador baseado por questionamentos. A organização lógico-cognitiva deve questionar o que se quer, em última análise, da organização do pensamento. Para onde ela nos conduz? A resposta a tal questão é dada pelo sujeito pensante. A ética deve ser o patamar último desta organização. O que quero? O que é o bem? Qual o significado último do texto e de sua estrutura? Para que leio este texto? O que farei com ele? Ele parece neutro e tem docilidade aparente, mas ele, o texto, é carregado de significados que podem ser redirecionados por quem o lê. O autor discute também vários significados éticos construídos pelas técnicas e pelas redes de tecnologias de informação e comunicação, assim como das ciências da leitura do mundo - com os mapas conceituais. O autor destaca que o sentido do mapa como ética pode reabrir uma nova percepção epistemológica da rede.
Glossário
Ética, Rede, História, Tecnologia
Fórum de Discussões
1. Quais as questões para reflexão propostas pelo autor ao considerar ética como princípio da organização das estruturas lógico-cogntivas?
2. Quais as relações entre ética e mapa de interpretação indicadas pelo autor?
3. Quais são as balizas que podem “parametrar” o entendimento e o uso humanista das tecnologias?
4. Qual o papel dos espaços dos mapas na rede virtual?
5. O que significa “ética como o mapa dos mapas” na sua opinião?
Sobre o autor
Fernando José de Almeida é filósofo e pedagogo, é professor na PUC-SP, no Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, com pós-doutorado no Laboratório do IRPEACS-CNRS, em Lyon. Foi secretário de Educação da cidade de São Paulo e Vice-Reitor da PUC. Atualmente é Vice-Presidente da TV CULTURA/Fundação Padre Anchieta.